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História dos Destiladores

A destilação possui uma longa história, sendo que os primeiros registros remontam a 3.500 anos antes de Cristo.No atual Iraque foram encontrados em escavações, vasos de barro que representam alambiques ancestrais. Na China (3.000 antes de Cristo), na Índia (2.500 antes de Cristo), e no Egito (2.000 antes de Cristo) a fabricação de perfumes e cosméticos eram bem conhecidas e a destilação servia para elaboração destes preparados.

Os primeiros testemunhos escritos tratando da destilação são de origem grega. HIPOCRATES (465 antes de Cristo) descreve uma experiência de destilação em seu "Tratado dos Fluidos...". O médico DIOSCORIDE (primeiro século após Cristo) escreve em seu trabalho "Matéria Médica" dos aparelhos de destilação empregando o termo "ambica". Esta obra foi traduzida para várias línguas e inspirou a terapêutica até o final do século XII (Henri DUFOR, l.982). Mais tarde entre o século II e IV, outros sábios gregos (GALIEN, SYNESIUS e ZOZIME) anunciaram a obtenção de essência de flores e de plantas pela destilação. Destes, sobretudo o último, ZOZIME, descreveu pela primeira vez o esquema de um alambique de três corpos.

A destilação encontrou tempos de prosperidade na época em que a cultura árabe exerceu sua dominação. A alquitara, um ancestral do alambique, encontrou utilização em certas regiões da Europa (constituída de condensador, capitel e caldeira), data provavelmente daquela época.

O termo "aguardente" apareceu no século IX. O médico persa RHASES descreveu em sua enciclopédia, a destilação com ajuda de um aparelho denominado pelicano. Outros sábios árabes (DJABAR, AVICENNE, AVERROES e ALBUCASIS), descreveram por sua vez, os procedimentos da destilação. Foi provavelmente a cultura árabe dominando a Península Ibérica que difundiu os conhecimentos da destilação nas várias regiões da Europa. Cerâmica que serviu para destilação foi encontrada no início do ano de l.930 no sul Dinamarquês, datando por volta de l.300 d.C. Em l.405 aparece em anais, na Irlanda o termo "uisci betha" que traduzido do gaélico significa aguardente. O primeiro trabalho escrito sobre destilação data de l.285 de autoria de Arnaud de VILLENEUVE, professor de medicina da Faculdade de Montpellier. Testemunhos sobre o mesmo assunto datado desta época nos vem através de grandes alquimistas como Raimond LULLE e Roger BACON.

A aguardente era então exclusivamente reservada ao uso medicinal, sendo difícil avaliar quando teve início o consumo de aguardente, (BERTSCH, l.992). Somente por volta de l.876 que o Francês Luiz PASTEUR demonstrou as bases científicas do mecanismo da transformação dos açúcares em álcool sob ação da levedura, na ausência de oxigênio. Após os estudos de PASTEUR o processo de fermentação conseguiu novos avanços quando MÉLLE-BOINOT (l.930 – l.940) desenvolveram o processo revolucionário de recuperação do levedo por centrifugação.

 

 

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